quarta-feira, 26 de maio de 2010
Nº23 - Daniel Moutinho (Diabos Vermelhos)

Projecto de Investigação
1. Tema geral: Sentido da Vida
2. Tema específico: Grupos de Apoio Organizado
3. Título do trabalho: Diabos Vermelhos
4. Pergunta a que o trabalho responde: Como surgiram e se desenvolveram os Diabos Vermelhos e qual o seu modo de apoio?
5. Programa: Pesquisarei sobre a história da claque e procurarei também saber quais os seus ideias, os motivos da sua paixão e o seu modo de apoio (utilizando a internet como método de pesquisa).
Daniel Alexandre Carvalho Moutinho Santos
12º 4, Nº 23
Estoril, 12 de Dezembro de 2009
Nascimento e primeira década
Os Diabos Vermelhos são um grupo de apoio organizado ao clube desportivo português Sport Lisboa e Benfica, sendo uma das claques mais antigas de Portugal e a mais antiga do clube.
A claque foi criada em Novembro de 1982 por um grupo de sócios activos do Benfica que habitualmente se reunia na bancada central do 2º anel do antigo Estádio da Luz. Provavelmente bastante incentivados pela excelente campanha que a equipa de futebol realizava na Taça UEFA e pelo factor ‘novidade’, a claque experienciou um rápido crescimento. (Diabos Vermelhos, 2009)
Assumindo-se desde logo como ‘ultras’, tinham um estilo muito próprio para a época. Primando pelo excesso, a claque apostava nas bandeiras gigantes e utilizou desde logo muitas tochas e potes de fumo (sendo os primeiros em Portugal). A nível vocal, não sendo muito originais, eram muito ruidosos. (Diabos Vermelhos, 2009)
Apesar de acompanharem a equipa para praticamente todo o lado (incluindo para o estrangeiro, onde marcaram presença nas grandes campanhas europeias da equipa), surgiu a necessidade (ainda nos anos 80) de criar os Diabos Vermelhos Norte, garantindo assim a presença do grupo em bom número em todos os jogos no norte do país.
Mais para o final da década, o estilo foi evoluindo começando-se então a utilizar outras cores como o preto, o laranja, amarelo, etc. (Diabos Vermelhos, 2009)

A pior crise
No início de 1992 deu-se a primeira fase negra do grupo. Apesar de contar com excelentes apoios por parte da direcção do clube, divergências internas ditaram uma ruptura (ruptura essa que viria a dar origem a outra claque do clube, os No Name Boys), chegando inclusivamente a haver dois grupos em locais diferentes do estádio com o mesmo nome ‘Diabos Vermelhos’, no entanto o grupo original conseguiu ficar com o nome. O grupo bateu no fundo, pois apesar de nunca ter tido mais que 500 inscritos, conseguia-se sempre juntar muitos sócios e adeptos à sua volta, no entanto, durante este período chegaram a contar com apenas 10 pessoas na bancada. (Diabos Vermelhos, 2009)
A falta de alternativas da direcção fez com que surgisse uma nova, impulsionada pelos dois maiores núcleos da altura, Almada e Olivais. A primeira decisão desta nova direcção foi fazer a recontagem de sócios, vindo-se a verificar que restavam apenas 87 elementos. (Diabos Vermelhos, 2009)
No entanto, quando se partia para uma nova era, alguns elementos do grupo conectados com a extrema-direita exibiram durante alguns jogos símbolos racistas, vindo o grupo a perder o apoio da direcção. Os símbolos desapareceram, mas o apoio jamais voltou. Estes acontecimentos marcaram o grupo perante toda a sociedade portuguesa, mas com o tempo, a politização desapareceu do grupo e as atenções afastaram-se. (Diabos Vermelhos, 2009)
O Renascimento
Quando a claque começou a renascer das cinzas e a construir novo material, surgiu aquele que é ainda hoje o lema principal do grupo: “Connosco Quem Quiser, Contra Nós Quem Puder.” Esse lema serviu como cavalo de batalha para os tempos que se seguiram, ajudando a fechar o grupo sobre si próprio e a criar uma mentalidade e uma atitude fortíssima e inabalável nos seus membros. A claque foi crescendo e vários núcleos surgiram um pouco por todo o país, sendo o ano de 1994 (último ano em que o Benfica foi campeão nacional antes do longo hiato de onze anos) apontado como o ano de renascimento do grupo. (Diabos Vermelhos, 2009)
Os anos foram passando e o grupo continuou a crescer, especializando-se pelas belas coreografias que sempre fizeram (sendo ainda hoje reconhecidos por isso, não só pelos benfiquistas como pelos rivais), coreografias essas que melhoraram ainda mais com a nova sede que o grupo conseguiu no Verão de 1996. Com novas instalações para trabalhar, tudo começou a funcionar com melhor fluidez. (Diabos Vermelhos, 2009)
Foi inclusive durante esta década que as relações entre a claque e os jogadores melhoraram, sendo estes, presença habitual nos jantares do grupo. (Diabos Vermelhos, 2009)

A época de ouro
Já no novo século, o período de maior crescimento do grupo, coincidiu com um período de relacionamento bastante hostil com a outra claque do clube, os No Name Boys. Vários confrontos culminaram com o incendiamento da sede durante a madrugada e o esfaqueamento de um membro, situação que teve bastante impacto na comunicação social. Apesar destes lamentáveis acontecimentos, o crescimento não abrandou e chegou então aquela que é reconhecida como a época de ouro da claque, passando o grupo a ser reconhecido como uma das maiores e melhores claques a nível nacional. (Diabos Vermelhos, 2009)

É durante essa época de ouro que o grupo se destaca de várias maneiras. Para além do elevado número de membros e as cada vez melhores e maiores coreografias (destacando-se talvez a de despedida do antigo estádio), o grupo lançou ainda um CD e apostou bastante no apoio às modalidades amadoras, com um carinho muito especial pelo hóquei-em-patins, chegando inclusive a ajudar bastante, doando dinheiro à secção. (Diabos Vermelhos, 2009)
2003/2004 foi uma época muito especial, não só para ultras benfiquistas como para todos os sócios e adeptos. Para além da inauguração do novo estádio, a morte de dois jogadores do clube (Fehér e Bruno Baião), a presença massiva de adeptos benfiquistas num jogo em Milão e o regresso aos títulos (Taça de Portugal) oito anos depois, frente ao todo-poderoso FC Porto do José Mourinho, conferiram a esta época um estatuto místico.
Mas quando nada o fazia prever, novas divergências surgiram no seio do grupo, levando ao abandono do líder, formando-se assim uma nova direcção. No entanto, a época brilhante que o clube fez (2004/2005), conquistando o campeonato nacional após onze anos de jejum, fez com que nada disto ganhasse relevo. Grandes e majestosas coreografias e poderosas fumaradas foram realizadas pelo grupo durante toda a época, demonstrando que o poder e a criatividade não estavam afectados. (Diabos Vermelhos, 2009)
Porém, na nova época devido á nova política da venda de bilhetes, a todos os membros da claque era exigido que fossem também sócios do clube, levando o número de associados a descer de cerca de 5000 para pouco mais de 1500, redução essa que apesar de tudo veio reforçar a união e mentalidade do grupo. É esta a época considerada “a melhor de sempre a nível coreográfico”, talvez devido à fabulosa campanha europeia realizada pelo clube. Grandes deslocações foram também realizadas não só no estrangeiro, como em Portugal. (Diabos Vermelhos, 2009)
Actualmente
Desde então, o número de elementos tem vindo a descer drasticamente, contando-se hoje em dia apenas poucas centenas de pessoas na bancada. No entanto, o grupo destaca-se como a principal claque (e uma das poucas) na luta contra a legalização imposta pelo poder governativo e na luta contra a repressão sentida nos estádios do nosso país.

Com 27 anos recentemente completados, e não falhando um único jogo do Sport Lisboa e Benfica, os poucos elementos resistentes prometem não desistir na luta pelo seu amor e pelos seus ideais, destacando-se no grupo os DV Norte, os CUMS (Comando Ultra Margem Sul) e o grupo de jovens lisboetas da Nova Guarda. Apesar de passar uma das maiores crises de sempre, é visível o crescimento recente não só de membros, mas ainda mais importante, o crescimento de atitude, mentalidade, união e amizade, sendo para muitos, esta a melhor fase de sempre no que a estas quatro características dizem respeito. Tudo isto promete um futuro bastante risonho para uma das claques míticas de Portugal.

7696 Caracteres
Bibliografia
Diabos Vermelhos (2009) História. Online in http://www.diabos1982.pt/dv1982/index.html, consultado em 10.12.2009
Anónimo (2009) Diabos Vermelhos – SL BENFICA. Online in http://claquesportugal2.fotopages.com/?entry=576218, consultado em 10.12.2009
Nº23 - Daniel Moutinho (Legalização das Drogas Leves)

Projecto de Investigação
1. Tema geral: Domínio Mental
2. Tema específico: Drogas Leves
3. Título do trabalho: Legalização das Drogas Leves
4. Pergunta a que o trabalho responde: Devemos ou não legalizar as drogas leves no nosso país?
5. Programa: Irei utilizar como método principal de pesquisa a internet. Procurarei saber quais os verdadeiros malefícios e os possíveis benefícios das drogas leves, os seus prós e contras. Procurarei ainda saber quais as opiniões a favor e contra no nosso país e os seus argumentos e darei ainda a minha opinião no final.
Daniel Alexandre Carvalho Moutinho Santos
12º 4, Nº 23
Estoril, 18 de Novembro 2009
Droga: Definição
Considera-se ‘droga’ todo o tipo de substância, natural ou sintética, que induza mudanças no nosso organismo, quer seja ao nível fisiológico, que seja ao nível psíquico. Incluem-se também aqui todas as substâncias de aplicação médica.
Estas substâncias levam o indivíduo que as toma à necessidade de, progressivamente, ir administrando doses cada vez mais elevadas, ficando por isso dependente do produto. (da Costa, 2009)
Quando o indivíduo deixa de repente de satisfazer a sua dependência, sofre alterações consideráveis e bastante graves, deixando o organismo de funcionar normalmente. Esta dependência varia muito de sujeito para sujeito (em função da idade, tolerância à droga, tipo de substância, etc.), no entanto, ela por vezes é tão forte que leva o indivíduo a empregar todos os meios possíveis (por vezes ilegais) para satisfazer a sua necessidade. (da Costa, 2009)
Apesar de esta dependência variar de pessoa para pessoa, sempre que se suspende de forma abrupta o consumo de narcóticos, uma sequência de sintomas é comum a todos os indivíduos, sintomas esses que se designam por ‘Síndrome de Abstinência Narcótica’. (da Costa, 2009)
Esses sintomas, que se estendem essencialmente e na sua plenitude durante dois dias (aproximadamente), resumem-se essencialmente à ansiedade, lacrimejamento, fraqueza geral, dilatação das pupilas, tremores musculares, mudanças de temperatura, dores variadas, insónias, náuseas, vómitos, aumento da frequência respiratória, pulso rápido, aumento da pressão arterial, febre, diarreia, ejaculação ou orgasmo espontâneo, perda de peso, desidratação clínica, aumento dos leucócitos sanguíneos, aumento da glicose sanguínea, etc. (da Costa, 2009)
Já o ‘Síndrome de Abstinência no recém-nascido’, ocorre normalmente após 48 de parto de uma gestante viciada em narcótico, destacando-se os seguintes sintomas: febre, tremor, irritabilidade, vómitos, insuficiência respiratória, convulsões, choro agudo, muitas vezes ocorrendo a morte do recém-nascido. (da Costa, 2009)
Se a dependência não for interrompida, o vício levará naturalmente à morte do consumidor. (da Costa, 2009)
É essencialmente neste ponto (morte) que existe a distinção entre drogas leves e pesadas.
Diferença entre Drogas Leves e Pesadas
As drogas leves mais conhecidas são a marijuana (ou cannabis), o haxixe, anfetaminas e alguns analgésicos e tranquilizantes. (da Costa, 2009)
Do ponto de vista legislativo, não existe diferença entre drogas leves e pesadas, existe sim, entre drogas lícitas e ilícitas. (MGM, 2009)
Consumir uma droga leve ou uma droga pesada, é do ponto de vista da lei, igual. No entanto, as suas consequências para a saúde são muito distintas, sendo estas muito mais graves no que diz respeito às drogas pesadas. (MGM, 2009)
Malefícios e Benefícios
Existe neste momento um debate em Portugal (e em muitos outros países) sobre a legalização da Cannabis ou Marijuana.
No que diz respeito a esta droga, as suas consequências podem perfeitamente ser comparáveis ao álcool e essencialmente ao tabaco. Tem um grau de dependência bastante reduzido comparando com as drogas pesadas (e equivalente ao álcool e ao tabaco) e os seus efeitos nefastos são praticamente os mesmos que o tabaco. A única diferença é que poderá afectar o normal funcionamento do cérebro (sendo no entanto preciso anos de consumo abusivo). (MGM, 2009)
Relativamente aos benefícios, a cannabis contribui para uma perda considerável do medo e do stress, uma diminuição da dor em seropositivos, actua como uma boa medicação para os viciados passarem a consumir drogas leves em vez de pesadas; trás também benefícios para os doentes com a esclerose múltipla, diminui a agressividade, provoca uma sensação constante de bem-estar, combate as alergias de pele, etc. (MGM, 2009)
Posições assumidas no nosso país
Realiza-se todos os anos em várias cidades de todo o mundo, a Marcha Global da Marijuana. Em Portugal, esta marcha percorre as ruas de Lisboa, Porto, Coimbra e Braga e possui um pequeno manifesto referente à Legalização da Marijuana. (MGM, 2009)
Os organizadores defendem a legalização e regulamentação da cannabis para todas as suas utilizações, que incluem o consumo e cultivo pessoal, aplicações na medicina e alimentação, passando pela produção de fibra, pasta de papel, energias alternativas (biomassa, bioetanol), etc. Defendem também a descriminalização total do consumo de cannabis por adultos e o encorajamento do estudo e da pesquisa das muitas utilizações benéficas da planta para o seu uso industrial, social, recreativo e medicinal. Segundo esse manifesto, a legalização da Marijuana não só permitiria a igualdade de estatuto em relação a outras substâncias legais com iguais ou piores consequências (como o álcool ou o tabaco) mas também impediria que um consumidor tivesse que adquirir o produto de forma ilegal, evitando assim a compra de produtos adulterados (esses sim, verdadeiramente prejudiciais à saúde) e também o financiamento a redes criminosas, passando assim o estado a ganhar milhões de euros com impostos. (MGM, 2009)
A nível partidário existem essencialmente três posições no nosso país assumidas pelas juventudes partidárias, duas a favor e uma contra. A Juventude Socialista e a Juventude Esquerdista são a favor, enquanto que a Juventude Popular é contra.
O Partido Socialista defende a separação dos mercados das drogas leves relativamente às drogas duras e ainda a descriminalização. Apesar de apoiarem a Marcha Global da Marijuana, não participam nela pois não concordam com a totalidade do manifesto. (Vaz, 2009)
A posição do Bloco de Esquerda é muito idêntica à do Partido Socialista, com a excepção de participarem activamente na marcha, assumindo-se neste momento como os principais apoiantes da causa a nível político no nosso país. (Reis, 2007)
Já o Partido Popular (CDS/PP), um partido assumidamente mais à direita, é contra a legalização por recusarem a via do facilitismo. Dizem que legalizar não resolve o problema, pois o tráfico continua a existir. Defendem sim o reforço policial, o controlo e o ataque ao tráfico. Apesar desta posição, aceitam a descriminalização do consumo pois não acham que o consumo seja crime. (Van Uden, 2007)
Conclusão
Para concluir irei dar a minha opinião. É óbvio, e visível neste trabalho (que se figura como um simples resumo) que as consequências das drogas leves não justificam a sua ilicitude. Os benefícios próprios que a droga também pode trazer ao organismo e os benefícios que a sua legalização poderia trazer (não só à população como à economia) são por demais justificações para a sua legalização. Sou portanto a favor da legalização.
6609 Caracteres
Bibliografia
Sapo Vídeos (2009) Legalização das drogas leves. Online in http://videos.sapo.pt/5NmYYd9Zf8ebZ7yQ7qnw, consultado em 8.11.2009
Da Costa, M. (2009) Drogas. Online in http://www.antidrogas.com.br/oquedrogas.php, consultado em 18.11.2009
Marcha Global da Marijuana (2009) Manifesto. Online in http://www.mgmlisboa.org/manifesto/, consultado em 18.11.2009
Nº21 - Vanessa Gaio (TGV)
TGV
Projecto de Investigação
1. Tema geral: Sentido da Vida
2. Tema específico: Actualidade / Economia
3. Título do trabalho: TGV
4. Pergunta a que o trabalho responde: Presentemente o TGV em Portugal deve ou não ser feito?
Introdução
Este trabalho contempla informação sobre a alta velocidade a construir em Portugal. É fundamental esclarecer que a dúvida não se trata da sua construção, mas sim do facto de ser realizada já; colocando ainda a questão do troço Lisboa-Porto ser rentável, devido ao elevado custo que apresenta em relação aos outros eixos.
Antes de tudo, vou mostrar o projecto da RAVE focando-me nos seus objectivos, troços que pretendam elaborar, bem como no modelo de negócio adoptado. Tudo isto para revelar como foi planeado o TGV para Portugal, podendo deste modo entrar no próximo subtítulo (pontos de vista).
Seguidamente, mostrarei o parecer face à sua elaboração no presente, tendo por um lado os motivos da RAVE, que é onde se baseia a opinião do partido político PS; e por outro as razões do PSD.
O Projecto
A empresa portuguesa RAVE (Rede Ferroviária de Alta Velocidade) (figura 1) para além do propósito de diminuir a distância-tempo dos seus transportes tornando-os mais eficientes, tem no seu planeamento estratégias/objectivos que visam a integração de Portugal no espaço Ibérico e Europeu, nomeadamente na Rede Transeuropeia (onde o projecto português faz parte de um grupo de prioridades). Aponta para um aumento da competitividade na fachada Atlântica, para a articulação da rede AV com a actual, além do desenvolvimento económico nomeadamente regional, pois é preciso ter em conta que as infra-estruturas da alta velocidade encontram-se ligadas a portos, aeroportos e plataformas logísticas.
Este projecto incide em 5 ligações, são elas Lisboa – Madrid com projecção de início de exploração para 2013; Lisboa-Porto com planeamento para 2015 e Porto-Vigo tem a sua 1ºfase planeada para 2013. É de assinalar a parceria feita entre a RAVE e o ADIF (entidade responsável pela construção ferroviária em Espanha) criando o AVEP (Alta Velocidade Espanha Portugal) que permite os estudos precisos para as ligações entre Portugal e Espanha.
Encontram-se em análise outros eixos, Aveiro-Salamanca e Évora-Faro/Huelva.
Para a construção da alta velocidade o montante inclui 37% para o Estado Português, 18% para a União Europeia (fundos comunitários) e 45% para o Cash flow de exploração (onde todas as ligações dão origem a receitas que permitem cobrir a exploração, existindo a libertação de Cash flow). É de assinalar que o modelo adoptado para a Alta Velocidade e o forte apoio da União Europeia minimizam os custos do Estado Português. (RAVE, s/d).
Pontos de vista
RAVE – Contém no seu projecto argumentos que pretendem justificar a criação do TGV no presente.
A repartição modal, ou seja, a transferência de passageiros/mercadorias para a rede ferroviária dá lugar segundo esta empresa, a uma diminuição da sinistralidade pelo facto de serem criados padrões de alta segurança, tendo em conta a violência com que nos deparamos ao vermos um simples telejornal. Para além disto, permite benefícios para o ambiente nomeadamente
É importante referir que a repartição modal permitirá a diminuição do congestionamento da linha Norte, onde por dia circulam cerca de 600 comboios.
Um dos argumentos que esta entidade apresenta é o facto do seu projecto e posterior execução consentir desafios para os nossos centros de investigação criando novos produtos, o que poderá levar a uma maior oportunidade no mercado internacional.
Outro argumento usado, que funciona como um alerta, é o facto do valor definido pela Comissão Europeia (1488 mil milhões €) só ser válido entre 2007-2013.
A RAVE fez ainda uma projecção das consequências que o TGV terá no espaço de 30 anos. São elas 56 mil postos de trabalho permanente, melhoria no investimento privado, crescimento do PIB (121 mil milhões €) e aumento da receita fiscal para o Estado Português (64 mil milhões €).
Com toda esta argumentação a RAVE pretende mostrar que não há motivos para o adiamento da alta velocidade, pois esta melhora sectores que se encontram
O partido político PS liderado pelo nosso primeiro-ministro José Sócrates concorda com as razões utilizadas pela RAVE, dizendo que a criação da alta velocidade permite que Portugal se torne menos periférico e isolado dando ocasião a um aumento das exportações. O líder diz que “ (…) claro está, oiço para aí muita gente dizer que devemos adiar (…) Isto é altura não para discutir de novo, nem para adiar, este é o momento justamente para o fazer” (Anónimo 1,2009).
PSD – Liderado por Manuela Ferreira Leite para argumentar contra a construção do TGV no tempo actual, foca-se no estado em que se encontra o nosso país, declarando que a economia está em recessão e continuará assim até 2010, que o desemprego está a aumentar exponencialmente, as empresas passam por enumeras dificuldades e há um elevado nível de endividamento. Tudo isto se resume à crise, sendo bastante salientada por este partido, que acusa o PS (partido que apoia a construção do TGV) de só se encarregar de esgotar o crédito de mercado em projectos poucos viáveis (projecto da RAVE). Reforça ainda, que esta construção irá afectar as gerações futuras, que serão gerações mais pobres, pois serão elas que sofrerão as consequências negativas deste empreendimento.
Deste modo, o PSD considera que o TGV não pode ser visto da mesma maneira, calculando que não existe dinheiro para tudo, reforçando com a ideia de o défice externo se encontrar no máximo, a divida pública ser excessiva e o crédito mais caro. Por todas estas razões o partido considera viável a mobilidade para outros projectos que visem a resolução dos problemas do nosso país, nomeadamente planos geradores de emprego e de aumento da actividade económica nas empresas nacionais, em especial nas PME’s.(Costa J., 2009)
Conclusão
Eu sou a favor da construção da linha de alta velocidade, para além de ser um investimento com futuro, não só pela boa mobilidade (estaremos mais perto de outras grandes cidades europeias, não sendo necessário um “check in” como nos aviões), mas também pela boa eficiência energética, acrescentando ainda que nos vai permitir uma maior e mais fácil ligação com a Europa, que é o nosso principal mercado; pelo facto de encurtar a distância-tempo, bem como a harmonização da linha evitando os transbordos, fazendo então entrarem mais investimentos de empresas europeias, bem como a maior saída de investimentos para o estrangeiro.
Para ainda tornar a minha opinião mais convicta, há que acrescentar o facto da forte participação dos fundos da EU para a construção desta obra pública, fundos que se a construção não for realizada num curto prazo vão ser retirados. Ainda agravante, o facto de referir os postos de trabalho que a rede de alta velocidade vai trazer na sua construção, indo de encontro às ideias Keynesianas que defendem que aquando um alto nível de desemprego o estado deve recorrer às obras públicas de forma a arranjar trabalho, aumentando a procura, estimulando assim a economia. (Anónimo 2, 2009)
Bibliografia da Internet
Anónimo 1 (2009) Ps Legislativas 2009 (25.08.09) José Sócrates afirma que é altura de avançar com o TGV, Online in: http://www.ps.pt/ , consultado em 09.12.2009
Anónimo 2 (2009), Wikipédia, John Maynard Keynes, Online in: http://pt.wikipedia.org/, consultado em 08.12.2009
Costa J., (2009), Jorge Costa defende que o projecto da alta velocidade deve ser posto de lado, Online in: http://www.psd.pt/ , consultado em 09.12.2009
RAVE (s/d), Alta Velocidade, Online in: http://www.rave.pt/, consultado em 06.12.2009
Nº21 - Vanessa Gaio (CIVILIZAÇÃO DOS MAIAS E AS 7 PROFECIAS)
Projecto de Investigação
1. Tema geral: Sentido da Vida
2. Tema específico: História
3. Título do trabalho: Civilização dos Maias e as 7 profecias
4. Pergunta a que o trabalho responde: Quais as opiniões sobre a 1ºProfecia dos Maias?
5. Programa: Vou realizar uma breve introdução sobre a civilização Maias e as 7 profecias da mesma (para fazer um enquadramento do trabalho). De seguida investigarei várias opiniões sobre a 1ºProfecia.
Introdução
Neste trabalho irei mostrar aos leitores um pouco do que é a cultura Maias, a forma como viviam tendo em conta a sua organização social, a religião, a matemática, a escrita, a arquitectura, e o grande desenvolvimento que tinham da astronomia que os permitiu criarem as 7 profecias. De seguida desenvolverei o que contém cada profecia, dando especial realce à 1ª.
Posteriormente revelarei duas opiniões em relação à 1ªprofecia. Primeiramente mostrarei a opinião da NASA tendo em conta o filme “
No fundo quero dar a conhecer um pouco desta Civilização e a forma como alguns a vêem, tendo em conta que suscita algumas dúvidas.
Civilização Maias
Os Maias fazem parte de umas das mais antigas civilizações pré-colombianas que ocuparam o território que ia da Guatemala até à porção sul do México. Esta civilização surgiu em dois impérios distintos, o Antigo Império que vai desde
Não tinha uma estrutura de poder político centralizado, no entanto, tinham uma organização rígida da sociedade. Viviam da agricultura primitiva, da caça, da pesca e da criação de animais para alimentação.
Em relação à escrita tinham um sistema complexo onde existiam diferentes formas de escrita para um conceito.
Os Maias acreditavam na contagem cíclica do tempo, onde os seus rituais eram associados aos ciclos terrestres e celestiais, que eram registados e observados em calendários separados. Adoravam vários Deuses conforme a época e a situação que melhor se aplica para aquele Deus, utilizando as ideias religiosas na arquitectura.
Esta civilização é conhecida pelo seu grande saber matemático e astronómico que lhes permitiu a criação de calendários produzindo deste modo as tão conhecidas profecias dos Maias. (Anónimo 1,2003)
Profecias
1ªprofecia – Esta profecia fala sobre o final do medo. Diz que o nosso mundo de ódio e materialismo terminará a 21 de Dezembro de 2012. Nesse dia, a humanidade deverá escolher entre desaparecer como raça pensante que ameaça destruir o planeta, ou evoluir para a integração harmoniosa com todo o Universo.
Diz-nos que a partir de 1999, resta-nos apenas 13 anos para realizarmos as mudanças de consciência e atitude, a fim de podermos desviar-nos do caminho da destruição para o qual avançamos.
Afirmam que o Sol ao receber um forte raio sincronizador do centro da galáxia trocaria a sua polaridade e produziria uma gigantesca labareda radiante. Para os Maias, os processos de respiração da galáxia são cíclicos e nunca mudam, o que muda é a consciência do homem que passa por eles, sempre num caminho para a perfeição.
Neste período a humanidade terá que estar preparada para atravessar as portas que os Maias nos deixaram, transformando a civilização actual, que está apoiada no medo, numa só vibração muito mais alta. Só de maneira individual se pode atravessar a porta que permite evitar o grande cataclismo que sofrerá o planeta, para dar começo a uma nova era, um 6º ciclo do Sol, de 5125 anos.
2ªprofecia – Os Maias afirmam que o comportamento da Humanidade mudaria radicalmente a partir do eclipse de 11 de Agosto de 1999. O homem daria vazão às suas emoções, causando inúmeras guerras ou optaria por caminhos pacíficos. Vivemos num período de iminente mudança.
3ªprofecia – Uma onda de calor cairá sobre o planeta, trazendo mudanças climáticas, geológicas e sociais, numa escala e velocidade sem precedentes. O aumento de actividade solar provocará maior irradiação, aumentando ainda mais a temperatura.
4ªprofecia – Com o aumento da temperatura os Maias previram um grande degelo nos calotes polares. O Sol apresentava mudanças, enormes manchas e um aumento dos ventos solares.
5ªprofecia – Diz que todos os sistemas baseados no medo deixarão de existir para dar lugar a novos sistemas baseados na harmonia. Haverá um colapso generalizado dos nossos sistemas que nos obrigará a repensar nos nossos actos, levando ao entendimento da criação.
6ªprofecia – Fala de um cometa que se aproximará da Terra e colocará em risco a própria existência da Humanidade. Os Maias viam os cometas como um agente que anunciava mudanças, alterando a estrutura existente.
7ªprofecia-Falam-nos da saída do nosso planeta da noite galáctica para o amanhecer galáctico. Os últimos 13 anos do nosso actual período (noite galáctica) de 1999 até 2012 serão abastecidos com a luz emitida pelo centro da galáxia, permitindo um período de reflexão e integração do homem.
(Anónimo 2, Anónimo 3, 2008)
Pontos de Vista
NASA – Veio recentemente esclarecer todas as dúvidas relacionadas com ameaça que a Terra poderá sofrer, tendo em conta o filme saído este mês “
Esta entidade desmente qualquer tipo de mal que possa acontecer com a terra em 2012, mais precisamente a 21 de Dezembro, afirmando que será apenas outro solstício de Inverno. Declara ainda que o calendário dos Maias acaba em 2012 mas recomeça, assim como o nosso acaba a 31 de Dezembro e reinicia.
Várias questões têm surgindo em relação a este tema, nomeadamente o alinhamento dos planetas, a existência de um planeta que ameaçaria a nossa vivencia, o facto de podermos ser atingidos por um meteoro e ainda perigo de tempestades solares. A NASA responde a todas estas questões dizendo que nada está previsto acontecer neste ano (2012) nem nesta data, que o alinhamento dos planetas teria efeitos insignificantes na Terra; que não existe nenhum planeta que esteja próximo da Terra, sendo que o mais perto que pode vir à Terra é o Eris aproximadamente a 4 bilhões de milhas; não existe nenhuma ameaça de meteoro sendo esta muito rara; e que as tempestades solares ocorrem com picos de aproximadamente 11 anos, sendo previsto que ocorra entre 2012-2014, mas que não difere de todos os outros que já ocorreram.
No fundo a NASA pretende mostrar que não existe qualquer tipo de alarme para esta data, e que este filme não passa de uma questão de fazer dinheiro. (NASA, 2009)
Bruce Scofield – é um historiador que interpreta as profecias dos Maias tendo em conta as semelhanças entre o passado distante e a história recente. Afirma que o actual katun 4 (1993-2012) é o início de uma nova era, sendo o final de 5 ciclos que terminará em destruição, como aconteceu com os anteriores. Os acontecimentos de 11 de Setembro e as suas consequências têm um papel fundamental nas mudanças que acontecerão. Esta data corresponde ao registo de morte 6 do calendário Maia, um dia que representa mudanças segundo textos. O mesmo acontece com o ataque ao Afeganistão que ocorreu na data Maia, que significa o ajuste.
Tendo em conta estas semelhanças com o passado e o presente, Bruce Scofield pretende mostrar que esta civilização não deve ser menosprezada, pois os seus cálculos eram rigorosos e as suas semelhanças são evidentes. (Scofield B., 2008)
Conclusão
Roland Emmerich já anunciou que irá produzir um telefilme intitulado “
Bibliografia da Internet
Anónimo 1, (2003), História do Mundo Maia, Online in: http://www.historiadomundo.com, consultado em 09.11.2009
NASA (2009), 2012: Beginning of the End or Why the World Won't End?, Online in: http://www.nasa.gov/, consultado em 15.11.2009
Documentários
Anónimo 2 (2008), Youtube, Profecias Maias -Parte 1, consultado em 16.11.2009
Anónimo 3 (2008), Youtube, Profecias Maias-Parte 3, consultado em 16.11.2009
Scofield B., (2008), Youtube, Profecia Maia do Fim do Mundo em 2012 (resumo), consultado em 17.11.2009